Resultados preliminares de um projeto sobre a ecologia dos flebotomineos vetores de leishmaniose tegumenar no estado da Bahia
Título
Resultados preliminares de um projeto sobre a ecologia dos flebotomineos vetores de leishmaniose tegumenar no estado da Bahia
Autor
Italo A. Sherlock, Helio Maia, Artur Gomes Dias-Lima
Descripción
São apresentados resultados preliminares de um projeto sobre a ecologia dos flebotomíneos, vetores de leishmaniose tegumentar, numa área de plantação de cacau no sul do Estado da Bahia, Brasil. Nesta área existem 60 casas, afastadas entre si, onde vivem 229 habitantes e 31 cães. Entre os moradores, 45% tinham reação de Montenegro positiva; destes, 8,8% eram portadores de úlceras em atividade e 37% de cicatrizes de úlceras. Dos cães, 22% eram soropositivos. Dos 7 cães com úlceras, apenas 3 eram soropositivos. Em 14% das casas inspecionadas, foram encontrados flebótomos. Durante dois anos, 72 hamsters foram mantidos como sentinelas em casas de pacientes com úlceras leishmanióticas, porém nehum adquiriu a infecção. Foram coletados e identificados 5.614 exemplares de flebótomos pertencentes a 14 diferentes espécies. Entre estas, Lutzomyia whitmani (92%) e Lutzomyia intermedia (4,8 %) eram as espécies mais abundantes. Esses flebótomos, muito antropofílicos, podiam ser encontrados dentro das casas e nas suas periferias e são provavelmente, os principais vetores da doença no ambiente doméstico. As outras 12 espécies eram menos frequentes e mais encontrados em ambientes silvestres, onde também picavam o homem. A maioria das espécies começava a aparecer às 17 horas, no crepúsculo, e alcançava sua densidade máxima às 24 horas, quando declinava até desaparecer às 6 horas da manhã. L. whitmani em todas as fases lunares foi capturada com a mesma densidade, enquanto L.intermedia foi mais abundante durante a fase de lua nova. Centenas de flebótomos coletados mensalmente durante o segundo ano de observações, permanecem preservados em nitrogênio líquido, aguardando o ajustamento de técnicas de PCR para a verificação da taxa de infecção natural desses vetores por leishmânia. Os resultadosfinais de todo o projeto serão publicados tão logo seja examinado esse material.
Fecha
1996
Materia
Flebotomíneos, Infecção natural, Vetores de leishmaniose tegumentar, ecología, transmissão
Identificador
10.1590/S0037-86821996000200013
Fuente
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
Editor
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT)
Cobertura
Arctic medicine. Tropical medicine
Colección
Citación
Italo A. Sherlock, Helio Maia, Artur Gomes Dias-Lima, “Resultados preliminares de um projeto sobre a ecologia dos flebotomineos vetores de leishmaniose tegumenar no estado da Bahia,” SOCICT Open, consulta 18 de abril de 2026, https://socictopen.socict.org/items/show/19859.
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